domingo, 8 de novembro de 2009
Século 21 inicia novas tensões político-econômicas
A República Popular da China não parece disposta a colocar cegamente seu pescoço na guilhotina da economia de mercado, pois entende que as regras do mercado (OMC) favorecem apenas os que criaram as regras do comércio global (G-7).
A explosão de nacionalismos pelo mundo inteiro sugere o nascimento de uma “era das picuinhas”. Às tensões tradicionais” (curdos, Tibet, bascos, Irlanda, palestinos-israelenses, Angola), somam-se outras, que, antes sufocadas pela “pax” da Guerra Fria, afloraram e ganharam corpo neste mundo sem xerifes, em especial, dentro do antigo espaço soviético e da África: Tchetchênia, na Federação Russa; Ossétia do Sul e Abkházia, na Geórgia; Iugoslávia dividida em cinco países; Taliban x Fiusa, no Afeganistão; Caxemira disputada pela Índia e pelo Paquistão; Timor Leste; guerras civis na África.
O aumento da pobreza e da miséria em todos os países do mundo (alguns ricos ficaram muito mais ricos e muitos pobres ficaram muito mais pobres, doentes e famintos) explica, em parte, a expansão do fundamentalismo religioso na África, na Índia e no Oriente Médio, o aumento do crime em todos os seus matizes e em todos os quadrantes do planeta e a disseminação de movimentos populares, como o MST, no Brasil, as guerrilhas no México (zapatistas) e na Colômbia (Farc).
Os aparentemente monolíticos blocos econômicos da Nova Ordem possuem profundas trincas internas: a União Européia não consegue salvar Maastricht e implementar o euro; a ultra-sonografia da Alca, com parto previsto para 2005, mostra que o feto possui algumas doenças congênitas como a síndrome de Maradona-Pelé, na qual uma parte da célula procura anular a outra, a megalomania estadunidense, o mal do Chile, a febre cubana e a gripe espanhola (Santander e Telefônica, para não falar de outras). O parto será prematuro.
O Pacífico é misterioso: a China olha para Taiwan e lambe os beiços com apetite; a economia japonesa afunda lânguida e inexoravelmente, sacudida por alguns tremores e erupções como a placa do Pacífico que mergulha sob a placa Asiática; a Austrália não sabe se é Apec ou é Commonwealth; as Coréias estão flertando uma com a outra; a República Socialista do Vietnã recebeu mr. Bill Clinton, presidente dos EUA, de braços e cofres abertos.
Não há uma Nova Ordem. Estamos na fase pós-mudança de casa: tudo espalhado, objetos quebrados e perdidos. Esse é o nosso fardo no século 21: arrumar e montar a casa. Como queremos e merecemos
Veja os cinco temas que mais caem na prova de História
Com programas por vezes tão extensos que alguns tópicos acabam ficando de fora do teste, vale a pena dar uma atenção especial a alguns temas que têm presença praticamente garantida nas provas dos concursos das principais instituições do País.
Fábio Catani, professor de história do Mottola Pré-Vestibular, de Porto Alegre, aponta cinco temas (veja abaixo) que não podem faltar nas testes da disciplina e merecem a dedicação por parte do candidato, pois podem ser o atalho para garantir uma boa média.
Na preparação para a prova, Catani destaca que o candidato deve ter em mente uma linha de tempo para ajudar a identificar processos históricos. Isso dá a chance de deduzir respostas pela lógica dos acontecimentos e dos interesses de classe.
Outra dica é escrever pequenos resumos das leituras feitas. “Boas fichas de estudo tornam-se facilitadores da memorização e da revisão dos conceitos”, diz Catani. As cinco matérias que não podem faltar na prova:
- Antigüidade Clássica (Grécia e Roma): preste bastante atenção para as guerras Médica e do Peloponeso gregas e da conquista em Roma. Também dedique tempo às instituições políticas das pólis e do Império Romano.
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- Revoluções Burguesas: comece o estudo pela origem da acumulação primitiva de capitais que foi fundamental para a Revolução Industrial, e fique atento para as diferentes fases da industrialização e suas características. Enfatize os movimentos intelectuais do Iluminismo e do Liberalismo, assim como o surgimento das doutrinas socialistas, em especial o Marxismo. E acompanhe atentamente todos os processos relacionados às revoluções na Inglaterra (Puritana e Gloriosa), Estados Unidos e França.
- Imperialismo e Guerras Mundiais: não deixe de estudar a maneira como as nações européias lançaram-se na partilha da África e da Ásia, as colônias que se impuseram e os conflitos provocados, como a Primeira Guerra Mundial. Examine as condições do pré-guerra, os conflitos regionais no Marrocos e nos Bálcãs, os anos de guerra e os tratados de 1919. Leia especialmente sobre Revolução Russa, a Crise de 29 e a ascensão dos fascismos, assim como sobre a trajetória de Hitler – e sua política de anexações e anti-semitismo -, e as batalhas decisivas da Segunda Guerra, como Stalingrado, o Dia D e os bombardeios atômicos no Japão.- Guerra Fria e Atualidades: procure conhecer bem as três fases da Guerra Fria, com o mundo envolvido na bipolaridade. A Guerra Fria Clássica, até 53, a Coexistência Pacífica, até 1979, e a Nova Guerra Fria, nos anos 80. Destaque especial para os momentos de tensão entre as superpotências, como na Crise dos Mísseis, e para a descolonização da África e da Ásia. Nas atualidades, tenha atenção redobrada para o Oriente Médio e para a organização geopolítica atual.
- Brasil Republicano: o assunto é amplo e normalmente é tema de mais de uma questão em qualquer vestibular. Vale ficar atento às práticas do coronelismo e do voto de cabresto, assim como ao movimento tenentista e as episódios de messianismo na República Velha. A Era Vargas deve ser devorada, assim como o governo de Juscelino Kubitschek. Também merecem dedicação os Atos Institucionais da Ditadura Militar, bem como as manifestações contra o regime. Na chamada Nova República, mantenha o foco nos planos econômicos e escândalos de corrupção como os do governo Collor.
Brasil Colônia
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Sete filmes para você estudar história
Assistir a Deuses e Generais facilita o entendimento da Guerra Civil Americana
Vai alugar um filme? Então aproveite para pegar um em que você se descontraia e estude história ao mesmo tempo. Com a ajuda de William Oliveira Menez, professor de história do Grupo Bernoulli, de Belo Horizonte, o GUIA DO ESTUDANTE fez uma lista com sete bons filmes (desde clássicos até lançamentos) que retratam fatos fundamentais da história e ainda ajudam a compreender o mundo atual.
Separamos também reportagens de AVENTURAS NA HISTÓRIA para incrementar os estudos. Confira a lista:
ASSUNTO: Guerra de Secessão
FILME: Deuses e Generais (2003 – Estados Unidos)
- AVENTURAS NA HISTÓRIA: A formação dos Estados Unidos, o último grande império
ASSUNTO: O Reinado de Dom Pedro II
FILME: Mauá – O Imperador e o Rei (1999 – Brasil)
- AVENTURAS NA HISTÓRIA: A reconstrução do Rio de Janeiro, capital de um império
ASSUNTO: Revolução Russa
FILME: O Encouraçado Potemkin (1925 – União Soviética)
- AVENTURAS NA HISTÓRIA: Revolução Russa, o poder aos comunistas
ASSUNTO: Guerra Fria
FILME: A Vida dos Outros (2006 – Alemanha)
- AVENTURAS NA HISTÓRIA: Guerra Fria, o mundo dividido
ASSUNTO: Revolução Cubana
FILME: Che (2008 – Espanha e França)
- AVENTURAS NA HISTÓRIA: Cuba e a revolução, quatro décadas depois
- Veja o dossiê Revolução Cubana
ASSUNTO: Ditadura militar chilena
FILMES: A Casa dos Espíritos (1993 – Alemanha, Dinamarca, Estados Unidos e Portugal)
Machuca (2004 – Chile e Espanha)
- AVENTURAS NA HISTÓRIA: A saga de Pinochet, o grande ditador chileno
ASSUNTO: Ditadura militar argentina
FILME: História Oficial (1985 – Argentina)
- AVENTURAS NA HISTÓRIA: Guerra das Malvinas, a derrota que ajudou a acabar com a ditadura na Argentina
